SLIDER

JOANA CARDOSO


PORTO,PT
27 anos, plus-size blogger e fotógrafa

Travel Guides

See you soon, angel!



Sei que este é um blog a aonde me dedico à moda,beleza mas também ao lifestyle, à minha vida e perdi uma parte muito importante dela. A razão pela qual desapareci durante quase duas semanas, e achei que sendo tanto o apoio que alguns de vocês me deram que devia vir aqui dizer um pouco mais e agradecer a quem me ajudou a manter forte.

O Sebastião ficou doente na mesma semana em que morreu, começamos a dar conta na Segunda-Feira, dia 11, a respiração ofegante, a inercia  o não querer comer como costumava (e digo-vos que ele era realmente um guloso e pedinchão), mas tudo piorou na quinta e foi no sábado, com uma ida de urgência ao veterinário depois de ele ter deixado de comer e praticamente se mover na sexta-feira que descobrimos que ele tinha um cancro (que não foi identificado) mas que estava lá pois os raios-x que lhe foram feitos apresentavam os dois pulmões já cobertos de metástases. A veterinária ainda tinha a esperança que fosse uma pneumonia, e nós rezamos para que sim, que tudo ia correr bem mas o fim-de-semana foi doloroso, para ele e para nós. Comeu ainda algumas colherada de pasta de atum (a vet disse para lhe dar o que quer que fosse desde que ele comesse) e no Domingo já foi sopa passada de seringa. Nos dois dias fez injectáveis e foi visto por veterinários, mas cada vez mais ele piorava. Chegamos a um ponto no Domingo à noite em que eu só já pedia a Deus para o levar depressa e sem dor, eu sabia que ele mal conseguia respirar, eu sei o quão horrível é e ele estava naquilo há quase uma semana. Decidimos que na segunda de manhã ia logo ao veterinário e que sem melhorias optaríamos por lhe dar a eutanásia, acabando o horrível sofrimento dele. Porém o meu bebé não resistiu, levou aquele coração de ferro até às últimas e morreu connosco, em sofrimento, mas connosco.

Estive lá o tempo todo, não quis sair do lado dele, e depois de ele morrer pouco chorei. Porquê? Porque não tinha nem tenho remorsos, porque fizemos tudo o que podíamos, porque todas as noites, mas mesmo todas eu sempre lhe dizia "amo-te muito!" e ele ouvia, nos últimos dias repeti-o vezes sem conta e sei que ele morreu a saber o quando o amava-mos, o quanto ele era de facto o quinto membro da nossa família, a saber que ele foi desde sempre um irmão para mim.

Quem tem um animal percebe, e sabe que dói. Ele esteve onze anos e meio connosco, já não sei o que é viver sem ele, mas dá-me muita paz saber que ele agora está bem, que está em paz depois de ter sofrido tanto.

A veterinária disse que dificilmente se descobriria que ele tinha cancro. Os exames de raio-x e ecografia necessários para o saber raramente são feitos e que a maioria dos cães só mostram sintomas já nas últimas consequências, tal foi o caso dele. Só tenho pena que não lhe pudesse-mos ter aliviado a dor, mas estivemos com ele até à última, somos uma família e ama-mo-nos como tal e ele partiu sabendo isso.

Obrigada a quem me deu uma palavra de apoio, quem tem animais sabe como é, perde-los custa tanto ou mais do que perder certos outros membros da nossa família, quem não tem pode apenas imaginar, mas obrigada a todos, do fundo do meu coração.

4 comments

  1. Entendo perfeitamente a tua dor. O meu teve um tumor no fígado durante dois anos, com excelente qualidade de vida (não nos aconselhavam a operá-lo). Numa segunda-feira, deixou de se mexer. Gania para eu o mudar de posição. Não se segurava de pé - não se mexia para nada. No dia seguinte, fomos ao veterinário. O tumor tinha começado a corroer-lhe os músculos... O melhor era pô-lo a dormir, para sempre. Assim, no sábado seguinte (14 de janeiro de 2006), fui levá-lo ao destino final... Custou-me tanto. O meu coração só ficou sossegadinha quando o enterrei... Saber que o corpo estava ali e que não tinha ido para um monte com outros cães foi um alívio. Mas continuava um coração pequenino e apertadinho.

    Durante meio ano, chorei todos os dias. Depois, fui diminuindo a frequência, mas foi mesmo muito complicado. Sou filha única; foi a minha companhia dos meus 7 aos 19 anos. Até agora, este foi o maior desgosto da minha vida e compreendo perfeitamente aquilo por o que estás a passar. Ainda hoje, não há um único dia em que não me lembro daquela bolinha de pelo que, todos os dias, me fazia mil e uma festas, quando chegava a casa. Até quando ia à casinha, de madrugada, ele se levantava para me vir dar uma lambidela e abanar a cauda. Onde é que as pessoas são assim, tão amigas, prestáveis e dedicadas? É por isso que sinto mais falta dele do que de muita gente que já partiu.

    Quando olho para o céu, vejo muitas estrelinhas; uma delas é o meu menino que está lá, a olhar por mim. O teu está ao lado do meu... Estão a brincar, os dois, e a falar das palomitas. ;)

    Força, babe! *

    ReplyDelete
    Replies
    1. A tua última frase fez-me sorrir de orelha a orelha de um modo que nem imaginas, e acho que estão mesmo.

      Eu nos últimos momentos disse-lhe para ir ter com a amiga dela, a nossa Mischa, que era a minha gatinha que morreu à coisa de 5 anos, durante um fim-de-semana e que na altura nada podemos fazer por falta de meios, e ai sim chorei desalmadamente durante muito tempo,a simples menção dela me fazia quebrar. Com ele é diferente, não sei se ainda estou em modo de sonho, como se estivesse anestesiada, ou se estou em paz por saber que ele está em paz, que morreu connosco, que o enterramos e sabemos que agora já não sofre, que teve 11 anos de amor,carinho,mimo, que era uma autêntico bebé.

      Tive-o desde os meus 11 anos e foi perder um irmão.

      Obrigada pelo teu testemunho,fofa,ajuda imenso saber que há quem se relacione e que saiba o que passamos. <3

      Delete
  2. sei bem o que isso é :x o meu teve que ser abatido :( optámos por não prolongar o seu sofrimento
    beijinhos e muita força

    ReplyDelete
  3. Oh honey, I'm so, so sorry :( You may or may not know that I lost my precious cat Jinny to cancer on June 13, 2012, right on my mom's bday. Both of my parents were out of town, so my best friend drove me and my car to vets and then oncology center, and there I was told Jinny had cancer and it was inoperable. Tests done prior to that were perfectly clear and showed no signs of the disease. I was then told she (Jinny) wasn't even likely to make it till the weekend...and I had to make the decision of putting her down. I know the pain. Time will cure it, dear, but I'm grieving with you <3

    ReplyDelete

© The Paper and Ink • Theme by Maira G.