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JOANA CARDOSO


PORTO,PT
27 anos, plus-size blogger e fotógrafa

Dia Internacional da Mulher

dia internacional da mulher 2016
Chegou o nosso dia, o nosso dia que é todos os dias ou que assim deveria ser, mas se de algo serve que sirva então para consciencializar uma sociedade aonde nascer mulher ainda é algo menos favorável, sim porque apesar do grande caminho já percorrido, especialmente durante o século XX, nós mulheres ainda somos em muitas culturas e sociedade vistas como seres frágeis, inferiores e que nascemos para servir propósitos e outros,

Eu sei que poderia e deveria começar num tom mas jovial, alegre mas acho importante que muitas mulheres que desconhecem esta realidade mas que com ela vivem diariamente, sejam confrontadas com o facto de não sermos menos nem piores que ninguém. Serve também para os homens que nos vêem como iguais mas que não vêem quando temos de lutar o dobro ou o triplo para conseguir o que eles conseguem.

Sou afortunada por viver numa sociedade que me deixa ser o que quero, que não me julga tão a miúdo o facto de ter 25 anos e ser solteira, e aonde posso me exprimir, votar e exercer quase qualquer função que antes se destinava a homens. Porém há muitos locais aonde isso não é possível, e cabe-nos a nós lutar por mudar o que queremos para nós e lutar por outras que não o podem fazer. Mesma nesta sociedade ainda somos pagas salários inferiores, ainda temos de lutar muito mais para nos afirmar, para sermos vistas e ouvidas. Já senti na pele a arrogância e desdenho por trabalhar numa equipa unicamente feminina. Já ouvi que precisava-mos de um homem para olhar por nós, defender-nos e representar o grupo. Não, não preciso, não precisamos. Tenho voz, sei falar, tenho educação e sei lidar com quem está acima ou abaixo de mim.

Adoro homens, tenho homens sem os quais não vivia sem, pelos quais morria, por quem faria tudo e mais alguma coisa, mas como mulher tenho também o direito de ser o que quero, fazer o que quero e não depender de um macho ao meu lado. Sim, quero encontrar uma cara metade, criar uma família, ser mãe. Se isto se concretizar, tanto melhor, se não concretizar então tenho mais com o qual me sentir realizada. Mesmo que me case, junte ou faça o que faça não conto depender de ninguém a não ser de mim mesma, decisões podem (e devem enquanto casal) ser tomadas a dois mas nenhum homem irá, nem deverá demover as minhas crenças, valores e moral, sempre defendi isto e quanto mais velha fico cada vez vejo melhor isto.

Com isto tudo não pretendo estar aqui com um discurso feminista de quem fala do alto de um pedestal, não, quero apenas que todas vocês se façam ouvir, que não tenham medo, que lutem pelo que querem e pelo que acreditam. Já fizemos muitos progressos, mas os que ainda faltam têm de ser feitos por nós.

Hoje é o nosso dia e quanto mais não seja que sirva para que possamos ser ouvidas. Somos mulheres, sem medos!

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