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Olá, eu sou a Joana - a cara por detrás do The Paper and Ink. Vinte e muitos anos, natural e residente da belíssima cidade do Porto, sou uma fotógrafa e blogger que em 2009 criou este espaço em busca de uma maneira de dar a conhecer ao mundo a minha voz, as minhas ideias e paixões. O TPI é um lifestyle blog, ou seja, é um pouco de tudo o que marca a minha vida, me apaixona e que acredito ser importante partilhar.


Miranda de L Douro


Hoje fazemos a última viagem do ano aqui pelo blog, uma viagem cá por dentro, com uma perninha ali na vizinha Espanha e que deu para conhecer mais a fundo um dos locais que descobri no início deste ano e que desde então tinha ficado com vontade de ver e conhecer melhor. Estou a falar de Miranda do Douro, ou Miranda de L Douro, em bom mirandês, afinal este é o berço da segunda língua oficial de Portugal.

Para quem se lembra foi em Fevereiro deste ano que andei por Miranda, fiquei em Palaçoulo, conheci a Fraga do Puio e passei um par de horas debaixo de chuva no centro histórico de Miranda. Há poucas semanas atrás voltei mas para ficar três dias pelo centro histórico, a convite da Miranda Tradicional, uma casa de turismo local que acabou de inaugurar à poucos meses, perfeita para duas pessoas, com tudo o que possam imaginar e mesmo, mesmo no centro daquela local histórico, entre outras casinhas brancas, ruas estreitas, calmas e dentro das muralhas.

Na altura contei-vos um pouco das curiosidades da região, portanto podem sempre voltar a essa publicação para saciar a vossa cede de conhecimento. Desta vez falamos apenas sobre o pequenino centro da cidade, que fica entre muralhas e tem em si uma paz imensa, especialmente durante a semana, e uma vista incrível sobre o Douro e Espanha do outro lado do rio.


Miranda é fria durante o Inverno, bastante até, mas como é um frio seco ao contrário do nosso no litoral é bem mais suportável com a roupa certa, sendo que aquele frio não se entranha por nós a dentro. Na verdade só o calor por lá é impossível de suportar, tornando o ar irrespirável, portanto para mim Miranda tem um encanto especial nesta altura do ano.

A imponente fica a meio do centro, com vista privilegiada sobre o Rio Douro e em todo o seu redor sucedem-se ruas estreitas de casas brancas, de dois andares ou menos, casas antigas, muitas delas onde ainda moram habitantes locais e umas tantas outras revitalizadas e perfeitas para uns dias de turismo, como foi o caso daquela onde ficamos, com paredes de pedra, janelas pequenas com portadas e um encanto tão típico da região.


Há mais uma ou duas igrejas ou capelinhas pelo caminho, num centro tão pequenino, e ainda uma terceira transformada em biblioteca. Existem ruínas a sério, que parecem tiradas de filmes, perfeitas para espreitar e fotografar. Existem largos sendo o mais importante aquele onde fica o Museu das Terras de Miranda, a Junta e de onde partem um suceder de lojas onde se vendem produtos típicos como o burel - feito de lã pura -, as amêndoas, o mel, o azeite, doces tradicionais e tantas coisas mais.

O centro da cidade faz-se a pé de uma ponta à outra em pouco tempo e tem em si tudo o que precisam para alguns dias por lá. Como fomos de carro aproveitamos o Pingo Doce a poucos quilómetros e abastecemos de comida para os dias que lá passamos, uma vez que a casa tem uma cozinha totalmente equipada onde fizemos quase tudo, menos uma refeição em que cedemos aos hambúrgueres caseiros do Bar Cartolinha, mesmo em frente à Sé Catedral.


E por falar em Sé desta vez deu para a visitar, aberta e sem quase ninguém. É uma Sé cheia de luz, enorme comparando com a dimensão do centro e que é um total contraposto do que conheço como as Sés do Porto e Braga. Há cores suaves, dourados, brancos e acima de tudo, mesmo para quem não é religioso, há o Menino Jesus da Cartolinha, que achei amoroso com todas as suas roupinhas e sobre o qual quis saber mais mal voltei a casa, não por ser devota mas por achar-lhe tanta piada. 

Ainda deu para passar a Barragem e dar um saltinho a Espanha, pelo menos à entrada de Torregamones que é a terra que faz fronteira do lado dos nossos vizinhos com Miranda, separadas apenas pelo Rio Douro e pela Barragem de Miranda.


Depois de uma segunda vez por Miranda posso dizer que é para voltar, afinal a viagem demora pouco mais de duas horas pelo Túnel do Marão e é um dos cantinhos mais bonitos deste nosso Portugal.

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