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Olá, eu sou a Joana - a cara por detrás do The Paper and Ink. Vinte e muitos anos, natural e residente da belíssima cidade do Porto, sou uma fotógrafa e blogger que em 2009 criou este espaço em busca de uma maneira de dar a conhecer ao mundo a minha voz, as minhas ideias e paixões. O TPI é um lifestyle blog, ou seja, é um pouco de tudo o que marca a minha vida, me apaixona e que acredito ser importante partilhar.


Pelo Douro



No último fim-de-semana de Fevereiro partimos em família para um fim-de-semana em jeito de celebração tardia do aniversário da minha mãe. Como nem sabíamos bem o que lhe oferecer e viajar é algo que todos gostamos, mesmo que seja apenas numa escapadela de fim-de-semana, decidimos passar dois dias nas margens do Douro, ali na zona de Cinfães, já no distrito de Viseu.

Como já andamos há semana a falar da viagem de Janeiro, decidi agora trazer um bocadinho do nosso Portugal, assim a modos que enjoa a desenjoar de tanta neve.


Encontramos o local perfeito para ficar no ArsDurium Hotel, depois de bastante pesquisa pelo Booking. Uma vista maravilhosa do rio, um sítio calmo, com espaço mais que suficiente para os quatro numa suite de duas divisões e assim tínhamos a escolha feita.

Partimos depois de almoço, deixamos o Angus no sítio do costume - onde fica sempre tão bem entregue e cuidado - e partimos em direcção a Cinfães, passando pelo Marco de Canaveses o que me despertou uma saudade imensa dos tempos que lá passei em miúda em casa de familiares. A última parte do caminho é sempre feita pela beira-rio, um cenário lindo não fosse eu sofrer do mal dos enjoos em curvas e contra-curvas, especialmente nos últimos dois ou três quilómetros que são bastantes acidentados para chegar ao hotel.

Apesar de não ser um caminho perfeito o hotel é um projecto de alojamento rural numa escala um bocadinho maior mas perfeitamente enquadrado com a natureza. Fomos recebidos pelo dono do hotel e por um gato que nos seguiu durante os dois dias para todos os cantos em redor do alojamento. 

O dono do hotel mostrou-nos o hotel, a zona de piscina e lazer, falou-nos durante um bom tempo sobre o projecto, o uso de recursos sustentáveis e notou-se uma paixão por aquilo que fez e faz, o que é sempre algo que nos deixa admirados no bom sentido. A nossa suite era imensamente espaçosa, com duas divisões, dois quartos de banho - um de serviço e um completo, e acesso a uma zona ajardinada exterior com uma vista fantástica sobre o vale do Rio Bestança - mesmo no cruzamento com o Rio Douro.


Quando saímos percebemos que não tínhamos trazido o calçado e roupa certa para explorar aquela zona de Boassas, pelo menos seguindo os trilhos em redor do hotel. Mesmo assim fomos surpreendidos por uma ovelha que veio a correr atrás de mim, ainda bebé e que logo de seguida vimos a ser alimentada a biberão. Achei a coisa mais amorosa de sempre, apesar de ter perdido a mãe ainda pequenina, os donos decidiram alimentá-la e dar-lhe esperança de sobreviver. Era uma ovelhinha tão querida que imaginei logo o Angus a ter um novo companheiro peludinho.

Acabamos por ir naquele fim de tarde até ao centro de Cinfães, tomar um café, estar um bocadinho em família, antes de irmos passear um pouco pela beira-rio, já a anoitecer e finalmente decidi o local para jantar.

Optamos por um restaurante que tínhamos ouvido falar e que tinha sido também recomendado pelo dono do hotel, o Restaurante Solar de Montemuro. Uma vez mais a estrada é feita de curvas e mais curvas e a entrada do restaurante mesmo bem sinalizada leva-nos por um caminho escuro de terra batida, guiando-nos até a uma casa grande, parcamente iluminadas e que nos deixa a pensar "onde raio nos viemos meter". Batermos à porta, com medo de estarem encerrados, quase a ir embora, até que um senhor nos veio abrir a porta e nos conduziu à zona de restaurante, numa sala bem quentinha e acolhedora.


De dia o restaurante diz ter uma vista magnífica sobre o rio, mas à noite está-se bem é ao lado da lareira e a degustar os pratos típicos. O restaurante não é recomendado a vegetarianos, aqui come-se carne da boa, da arouquesa, carne criada e abatida localmente. Nós escolhemos a posta arouquesa e a vitela no forno, acompanhada com arroz e batatinha. Antes disso uma chouriça assada e para acabar as sobremesas caseiras, mousse e pudim para os gulosos e queijo com doce de abóbora para mim.

Voltamos cedo ao hotel, começava já a ficar muito frio depois de uma tarde de sol agradável. Tivemos durante um bom bocado a companhia do gatinho que não se acanhava nada em entrar pelas portas dentro, subir à cama e vir brincar enquanto ronronava. Para mim foi perfeito, havia de haver mais hotéis onde eu pudesse ter assim "animais de férias".


A manhã seguinte acordou cheia de sol mas imensamente fria, o nosso amigo gata lá andava, antes e depois do pequeno-almoço e até a despedir-se de nós enquanto fazíamos o check-out e partíamos para regressar a casa, mas não sem antes ir passear mais um pouco.

O pequeno-almoço é numa sala no topo do edifício, com uma vista fantástica de toda a envolvente. Em termos de escolha não é um buffet enorme mas é mais do que suficiente, com cereais, pães diversos, doces locais, compotas, café, leite, chá e se quisermos ovos mexidos são feitos na hora. Os croissaints são dos melhores que já comi, especialmente porque gosto dos croissants brioche assim menos cozidos, quase ligeiramente encruados.

Na próxima semana conto-vos o resto da viagem, ou nunca mais saímos daqui.

1 comment

  1. Adorei!
    As fotografias estão lindas, quem me dera ter ido na viagem também! xD
    O nosso país tem tantos recantos tão deslumbrantes, ainda tenho muito para conhecer!

    Beijinhos!
    MESSY GAZING

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