Por vezes uma pessoa tem de parar e fazer uma reflexão séria sobre a vida, sobre as mudanças e acabar tudo numa boa gargalhada. Não é que ando semi-enamorada de peças em amarelo? Eu, que durante tanto tempo dizia "de boca cheia" que amarelos, laranjas e roxos eram peças que não entravam no meu armário. Pois, parece que pela boca morre o peixe mas talvez seja só mais um detalhe implícito do envelhecimento natural da pessoa e o facto de que os gostas mudam, como tudo na vida. Não me venham ainda com amarelo clarinho, do género limão e cor de canário, mas se me mostrarem algo em amarelo escuro, torrado, mostarda, o mais certo é eu até gostar.

Assim sendo e como tenho andando de olho em várias peças em lojas físicas e online, achei por bem trazer uma mostragem dessas mesmas peças para que, se como eu andam numa relação de amor com esta cor, possam quiçá ver, experimentar e comprar as ditas cujas. 

Não venho aqui tentar ninguém, portanto quem desse lado se portar mal não me pode culpar pelo sucedido.



Dia Internacional da Mulher. Começo a escrever este texto e ainda estamos a 7 de Março, o primeiro Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica (decretado a 28 de Fevereiro de 2019). Neste dia já apareceu nas notícias mais uma mulher que morreu estrangulada às mãos do marido, no dia em que iria assinar os papéis do divórcio. Neste dia apareceu nas notícias a cabeça de mulher encontrada num saco do lixo numa praia de Leça da Palmeira, sem se saber ainda quem é ou o que aconteceu ao certo. Desde o início de 2019 já morreram 13 mulheres, 1 homem e 1 criança de 2 anos vítimas de violência doméstica. 

Apesar de tudo isto ainda vemos as flores, chocolates e prendinhas que o comércio acredita serem a melhor forma de homenagear as mulheres. Deixem-me que vos diga: não é! Porreiro receber coisas? Sim, claro que sim. Mas que resolve isso? Que fazem essas prendas por nós? Vão diminuir a desigualdade? Vão diminuir os crimes contra as mulheres? Não. Mas vejamos algumas estatísticas.


ESTATISTICAMENTE EM PORTUGAL
-A diferença salarial pode chegar quase aos 30% sendo que a média fica pelos 16%
-Continuam a ser as mulheres as mais violentadas nas relações, a mais abusadas sexualmente e a maior parte das vítimas de crimes deste género
-Mesmo sendo as mulheres a perfazer o maior número de pessoas com alto grau de escolarização - falamos de nível superior - são ainda assim as que têm menos oportunidades de trabalho em cargos que pedem a sua especialização, e no geral também
-Continuam a ser as mulheres as que encontram em casa quase mais 2h de trabalho extra, não remunerado, diariamente

Tudo isto faz parte do relatório da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, não fui eu que inventei.

Por cá é também mais caro ser mulher do que ser homem. Apesar de os produtos de higiene pessoal feminina serem taxados a 6%, o imposto mínimo, temos ainda de contabilizar gastos como - e não sendo igual para todas, é claro - por exemplo: os contraceptivos orais, já que várias marcas indicadas não são oferecidos nos centros de saúde; a medicação necessária para as dores menstruais e dismenorreia associada; a necessidade de roupa interior extra, como é o caso do soutien, já que muitas mulheres não podem prescindir desta peça devido ao tamanho mamário que causa desconforto sem suporte. Nem falo das normativas impostas pela sociedade em geral, como as depilações, a maquilhagem, os cuidados a nível do cabelo, unhas, pele, qualquer coisinha que nos faça ficar mais "apresentáveis" para o mercado de trabalho ou qualquer outra coisa.

Mesmo com IVA a 6% podemos gastar até 10€ por mês em produtos de higiene. Claro que há as opções do copo menstrual, produtos mais baratos mas com inferior qualidade, mas nem todas as mulheres são iguais.

Por mim falo que por norma gasto uma embalagem de tampões e outra - nem sempre completa - de pensos na altura da menstruação (não consigo usar tampão sem a segurança extra de um penso nos dias de maior fluxo), ou seja, mesmo procurando as promoções sai-me a cerca de 5€/mês, o que perfaz um total 60€ ao final do ano. A isso soma-se a compra de produtos como o Trifene que ronda os 6€, que no meu caso opto por comprar antes uma versão genérica do Brufen (Ibuprufeno) o que me acaba por descer a conta para cerca de 2€.


Se em outros anos vos falei da necessidade deste dia, dando na cabeça às mulheres que usam erradamente aquilo que é ser feminista, se também vos falei da minha visão do feminismo sendo eu uma privilegiada, este ano mostro-vos apenas a realidade nacional daquilo pelo qual ainda debatemos, no dia 8 de Março e todo o ano, porque somos mulheres 365 dias, sem folgas, sem interregnos, sem férias desta condição que pode ser uma dádiva ao mesmo tempo que é uma condenação.


Malta, agradeçam as flores e prendas mas peçam respeito, peçam divisão nas tarefas domésticas, peçam e lutem pelo vosso lugar em quadros superiores, em empregos. Lutem por poderem ser mães ou não serem, serem donas do vosso corpo e aquilo que fazem com ele. Lutem por ficar em casa ou por ter uma carreira. Lutem não para ficar acima de ninguém mas para atingir os mesmos níveis, haver uma paridade e igualdade que mostre que não baixamos os braços nem cedemos à doutrina do "belas e recatadas".


Aproveitem este dia para celebrarem o serem mulheres e o que já conseguiram mas também para, tal como devia ser, lutarem pela igualdade nas coisas mais básicas do dia-a-dia. Mesmo que cada país tenha uma luta diferente e uma maneira de celebrar distinta, lembrem-se que neste dia a ideia base é encontrarmos umas nas outras a força e determinação que precisamos para pedir o que é nosso , ou devia ser nosso, por legitimidade.

Usem este dia para lutar de algum modo. Saiam à rua para uma manifestação (vejam o final deste post), façam uma doação a uma entidade ou associação com uma causa que ajude as mulheres em qualquer área que preferirem. Vejam filmes feitos por mulheres, leiam livros escritos por mulheres, comprem produtos feitos por mulheres que têm pequenos negócios. Empoderem outra mulher ou quantas conseguirem. 

Façam uso do privilégio do país em que vivem em que podem usar a vossa voz, sair à rua, lutar e protestar. Em que podem livremente escrever um texto como estou a fazer neste momento. Nada muda se nós não mudarmos, se não colocarmos em prática aquilo em que acreditamos. Aproveitem este dia e sejam gratas por poderem fazer por vocês mesmas, por quem vos segue na vida ou até por qualquer outra mulher ou pessoa.

Embora reconheçamos este dia como uma maneira de celebrar o quão longe chegamos, precisamos também de reconhecer o que ainda precisamos e como podemos atingir esses objectivos. Assim sendo, este ano, comemorem por todas as mulheres que conhecem.




Deixa ainda um aparte. Dei voz, juntamente com todo o coro Cantare - a minha alegria de 2019 - a esta iniciativa. Uma greve feminista com um manifesto que vale a pena ler. Uma greve de quem trabalha ou de quem fica em casa, de quem quer lutar pela igualdade na vida, na carreira e em tudo. 




Sejamos sinceros neste tema, este tipo de publicações é muito leve e pouco ou nada acrescenta à nossa cultura ou sabedoria, mesmo assim e apesar de não ser algo que faça recorrentemente, acabo por gostar de trazer alguns looks que vou vendo e que me inspiram a conjugar peças ou até mesmo a ser um bocadinho mais ousada.

É certo e sabido que as imagens de streetstyle desde há muito que são pouco fidedignas daquilo que se usa de facto no dia-a-dia, cada vez é tudo menos espontâneo mas quem vai a uma semana de moda costuma dar tudo, quer seja na elegância, na extravagância ou apenas no simples factor de chocar quem os vê. Mesmo assim, e tal como vos disse acima, apenas trago e guardo imagens de conjuntos que usaria na sua maioria, que guardo como fontes de inspiração para aqueles dias em que acordo e digo "hoje vou dar o tudo e quem sabe até fotografar um look ou dois". É para isto que o streetstyle me parece um tão tema tão bom, para inspirar, na medida certa. 

Todas as fotos presentes nesta publicação são do fotógrafo Jonathan Daniel Pryce para a Vogue.it .







01.

TONS NEUTROS




Juntamente com os neon e tons vivos, especialmente vermelhos e rosas, os neutros, terras e tons claro - que lembram o linho e os dias mais quentes - foram uma das grandes apostas no streetstyle que se viu por Paris.

Conjungados ou usados sozinhos na totalidade do conjunto, trazem-nos uma paleta super suave e elegante para quem gosta de apostar neste tipo de cores.





02.

MINI BAGS




Na cintura, ao ombro, de trespasse. As malas mais pequenas, roçando ali as clutches, foram dos acessórios que mais se viram  nesta semana da moda e pelas ruas de Paris.

Deixamos de lado qualquer tendência de malas grandes e com imenso espaço para passarmos às malas mais pequenas que fazem com que tenhamos de pensar melhor o espaço e como o usamos e também aquilo que transportamos.





03.

CHLOÉ C




Posso afirmar sem sombra de dúvidas, tal como pode afirmar qualquer pessoa que tenha visto fotos suficientes destas semanas de moda, que as carteiras da linha C da Chloé foram usadas por tanta mas tanta gente que pareceu que havia ali patrocínio de larga escala.

A verdade é uma, apesar de serem todas malas pequenas, que vai de encontro ao ponto anterior, a linha C tem uma variedade enorme no que toca a cores, texturas e tanto mais, o que faz com que haja uma para qualquer gosto.

Só eu sei o quanto gostava que alguém me patrocinasse uma...pode ter andado em toda a mão e ombro na PFW mas eu continuo a gostar dela. Ainda por cima podia fazer de conta que era um C de Cardoso. Riam-se comigo ou de mim, vá lá!






04.

OVERSIZED




Calças imensamente largas, casacos largueirões, peças oversized em camadas e conjugadas com outras peças igualmente grandes ou mais estruturadas.

Por Paris viu-se pouco de peças que se colam à pele, que moldam formas. Ao invés disso houve ali um uso enorme de peças grandes, que quase fazem lembrar a transição dos 90's para os 2000, mas talvez - em alguns casos - com um bocadinho mais de gosto na escolha das peças e conjugação dos outfits.





Março chegou e acho que já tenho experiência suficiente para vos vir falar sobre o assunto dos Bullet Journal. Ali por Outubro contei-vos que me lancei nesta aventura e andei os meses finais de 2018 em testes e tentativas. A coisa resultou tão bem que comecei 2019 sem uma agenda e apenas com um caderno, demasiadas canetas e uma vontade imensa de fazer isto resultar. So far, so good!

Mas bem, se vos quero falar sobre um monte de temas, de spreads a estacionário, hoje venho mostrar-vos o layout básico de um mês, pelo menos para mim. A coisa engraçada do Bujo é que posso ir variando tudo e mais alguma coisa, ir adicionado páginas, não repetindo o que já não me interessa e explorar novos métodos e designs para fazer a coisa resultar.

Cada vez mais sou fã deste "faça você mesmo", totalmente feito à medida das minhas necessidades e gostos. Se eu sou dada a fazer coisas bonitinhas, mesmo que muitas vezes falhe redondamente, sei que para muitos o Bujo é algo bem mais descomplicado, sem linhas rectas, sem o maior cuidado e isso funciona também na perfeição. Afinal a magia da coisa é que funciona na medida das nossas necessidades e não num estilo "one size fits all".

Óbvio que navegar no Pinterest tempos infinitos acaba por levar uma pessoa a (1) pensar que não faz nada de jeito e (2) comprar tudo o que é canetas, marcadores e coisas que tal. Mas bem, por enquanto acho que encontrei o meu caderno perfeito, tanto mais que comprei um segundo pois sei que este não se aguenta até ao fim do ano. É da Tiger, é um Bullet Journal pontilhado (infelizmente não está sempre disponível) e um deles custou-me 4€ e o outros 6€. Pechinchas autênticas quando falamos de cadernos pontilhados, com papel óptimo que ronda ali os 100gr/m2. Já a caneta mais usada agora é uma caneta em gel, sempre preta, de 0,38 da Muji. Gosto tanto dela que acabei por comprar um pack de 6. Posso apenas dizer que já testei canetas suficientes para saber o que gosto, mas qualquer dia mostro a colecção.

Sim, os meus spreads continuam a ser feitos maioritariamente em inglês, mas é algo que para mim é  natural, o misturar as duas línguas. Não me causa confusão alguma e para mim funciona perfeitamente.



CAPA

Cada mês tem um tema diferente e uma capa que vai de acordo com...bem, com o que bem me apetecer. Como Março é mês de Primavera optei por uma flor de algodão, um tipo de letra estilizado e brincar com papel kraft, algo que adoro fazer especialmente quando tenho de tapar algum erro. É uma boa maneira de dar o mote ao resto das páginas mensais e costumo inspirar-me em imagens de outras pessoas ou então ver os acontecimentos marcantes do mês. Cheira-me que Abril vai ser bem rosa e super festivo!

PRIMEIRA PÁGINA



É nesta página ou páginas que dou o verdadeiro moto para o mês, escolho as cores e preparo tudo. Um calendário de vista mensal e depois a divisão de eventos por Trabalho, Vida Pessoal e Datas Importantes. Para além disso faço sempre um index das páginas do mês, assim se andar meia perdida - não aconteceu até agora - sei que posso consultar aquele início e saber para onde seguir.

Este caderno, tal como a maioria, não vem numerado mas sempre que tenho um caderno novo deste tipo numero eu mesma as páginas para não me perder. Já aconteceu ter de arrancar uma página e ficar ali com um hiatu entre dois números mas deixo sempre um bocadinho de papel para identificar que aquela página X saiu. Posso mostrar-vos um exemplo numa outra publicação.

É também nesta página em que me dou mais liberdade para colagens e afins. Quer seja no uso de washi tape, autocolantes, recortes ou todos esses juntos. Gosto de ter algo cheio, não demais, com uma desorganização organizada e que, tal como disse acima, dê o tema para o mês e represente isso mesmo.

VISTA SEMANAL



Gosto da minha vista semanal em duas páginas. Neste caso como o mês não começa a uma Segunda - para mim as semanas no calendário começam à Segunda, hábitos de escola - optei por colocar os 10 primeiros dias do mês neste primeiro spread semanal e a partir daí alinhar tudo por semanas de sete dias.

Com este tipo de spread tenho sempre espaço para os 7 dias e até mais. Para além disso tenho sempre um mini-calendário mensal para me guiar, um rastreador de hábitos mais comuns, um espaço para colocar os meus objectivos semanais e ainda, aqui ainda não tinha escrito, um espaço limpo onde vou colocando coisas sobre as quais tenho de me lembrar e não têm dia fixo.

FINANÇAS E TRABALHO



Finalmente, e estes são sempre super importantes para mim, as minhas páginas de finanças e trabalho. A página de trabalho só foi iniciada em Fevereiro, quando entendi a estrutura que queria para ela, do género de um rastreador onde vou colocando o que fiz num determinado dia. Para além disso é nesta página que aponto datas de sessões, e-mails a responder, pagamentos e tanto mais.

Já a parte das finanças é sempre dividida por Data, Entrada, Saída, Resumo da Despesa e Saldo Actual. Sei que há imensas apps e programas para isto, algumas que trabalham até directamente com a nossa conta bancária mas adoro ter tudo em papel, formato físico e ir apontando cada cêntimo que gasto e perceber onde estou a gastar demais e onde posso poupar.

OUTROS SPREADS

Até agora apenas adicionei dois novos spreads ao meu mês, sendo eles o Hábitos diários e o Mood Tracker (Rastreador de Humor). Tal como os nomes indicam claramente num deles rastreio os meus hábitos diários, cumpridos ou não, como o andar mais de X passos, o não comer carne, o não gastar dinheiro ou o que aparecer de importante e relevante num determinado mês. O outro ajuda-me a perceber os meus picos de humor ao longo do mês e gosto de colocá-lo lado a lado com os meus rastreadores, fora do hábito mensal, de saúde. Mas sobre este tema falo-vos numa outra publicação.


A simple guide to every spread you need for a month worth of happenings


Começo esta publicação a pensar que desde Outubro que não vos trazia um post deste género, como um local a visitar no Porto. De facto ainda vemos locais novos a abrir praticamente todos os dias nesta cidade, outros que fecham e poucos mas bons que se vão mantendo ao fim de 6 meses ou 1 ano. A verdade é que por mais que gostasse, se torna impossível visitar tudo aquilo que vou anotando numa lista de locais a visitar, mas de quando em vez lá se vai riscar mais um sítio dessa mesma lista e o Negra Café já andava para ser visitado desde 2018.

Já sabia que o Negra tinha fama, então encontrar o espaço cheio num Sábado à tarde não me surpreendeu. Acabamos por esperar uma meia hora, entre tirar fotos e tal, para voltarmos a entrar e arranjar mesa, tarefa que se relevou fácil uma vez que a hora normal do brunch tinha já terminado.







O espaço é giro como previa, com um espaço razoável no primeiro piso e ainda um -1 e espaço exterior nas traseiras, perfeito para dias de sol. Entre o clássico e os apontamentos industriais, há uma área de mesas de refeição e outra, na qual fiquei, com poltronas e e pequenas mesas de café, para uma visita mais rápida e um ambiente mais descontraído ainda.

O serviço foi extremamente simpático se bem que houve alguns problemas a apontar mas que foram solucionados rapidamente. Tínhamos pedido uma limonada e trouxeram um sumo de laranja, dizendo que já não havia limonada. A lógica normal seria informar primeiro o cliente, se bem que se prontificaram logo a levar o sumo para trás, mas aceitamos a substituição. Depois quando chegaram as panquecas não trouxeram talheres mas num pedido rápido foram logo trazidos à mesa com um pedido de desculpas. São pequenas coisas que podem acontecer, especialmente se houver casa cheia mas que com prontidão e simpatia uma pessoa se acaba por esquecer.

Para a mesa pedimos duas doses de panquecas, as minhas com xarope de ácer e as outras com mel. A dose básica de panquecas traz 3 panquecas e vem servida apenas com açúcar em pó. depois disso há opções já compostas ou podemos adicionar ingredientes por um preço extra, que foi o que fizemos. Para bebidas a tal limonada trocada por sumo de laranja e para mim um Bellini - néctar de pêssego e espumante - que estava bastante bom, com um rácio bem conseguido de espumante para sumo. O Negra tem uma cartinha pequena mas decente de cocktails que acompanham bem bolos e doces durante todo o dia.

Os preços não são descabidos, pela minha dose de panquecas (3,50€) com extra de extra de xarope de ácer (1€, a única coisa que achei cara) e o Bellini (3€) paguei um total de 7,50€. Pode parecer dispendioso para um simples lanche, mas sendo que consumi álcool não me parece de todo um preço por aí além.




O espaço vale a pena ser visitado, sendo que aconselho a procurar as horas de menor afluência ou até mesmo fazendo reserva. Chegar lá também é fácil, fica mesmo em frente ao Silo Auto, sendo que aquela zona ainda faz parte da Trindade mas se encontra bem mais próximo a Santa Catarina.

Negra Café
Rua Guedes de Azevendo 117
Porto

Negra Café Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Parece que cada vez menos tenho cabeça para títulos apelativos e giros, pelo menos este é bem explanatório e que não restem dúvidas, vamos mesmo falar de um vestido que até parece gira mas que assenta mal como tudo! Não sei se colocar aqui um AD algures, toda esta nova dinâmica de recebidos, oferecidos, pagos e não pagos anda a ser uma dor de cabeça monumental, mas aqui vai disto: este vestido foi oferecido, para eu usar e vir aqui mostrar fotos e falar sobre ele!

Pois é, nada de novo! O vestido é da secção Plus da Shein - deixo-vos um desconto mais abaixo na publicação - e é das primeiras peças que de lá veio que me ficam realmente mal! Comprei o vestido num tamanho grande, é certo, grande demais mas o tecido nada tinha a ver com o  que imaginava, pare além disso ele não é de trespassa, apenas parece, o que faz com que o facto de ele ser grande em nada tenha resolução como teria imaginado.






Para disfarçar a coisa vesti o casaco de ganga, que volta em força nesta próxima estação e que é um fiel amigo dos dias mais amenos desde
há quase dois anos.

A coisa lá se resolveu e deu para as fotos mas a verdade é que mal cheguei a casa tomei a decisão de o guardar para ser usado apenas como adereço para as minhas incursões de fotografia conceptual, já que alterar o vestido não faz sentido para mim já que não gosto do tecido e também o preço das alterações em muito iria passar o preço real da peça em si.

Assim sendo, deu para o gasto, para vos mostrar que nem sempre as coisas correm bem mas que há sempre uma solução, nem que seja um casaco por cima do vestido para disfarçar a área em que ele pior assenta.





Vestido - c/o Shein | Sapatilhas - Converse | Casaco - c/o Romwe | Óculos - Havaianas | Pin - Disney Store


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Podem usufruir de 15% de desconto - em compras superiores a 59$ - na área Plus Size da Shein com o código andink15





Começo por deixar uma nota importante nesta publicação: não estou aqui para ofender ninguém, obrigada. Pois bem, reeducar e reduzir, este tema podia dar pano para mangas, em diversos contextos, mas hoje, hoje a conversa é alimentação sustentável, vegetarianismo e toda uma preocupação quer ela seja ecológica, moral ou de qualquer outro modo.

Não sou vegetariana, podia sê-lo, já vegan não me imagino, porém tenho acesso a informação mais do que suficiente para fazer escolhas que acredito serem justas e benéficas para mim, para o ambiente e para quem habita este planeta, humanos ou animais.

Por mim falo e apenas em consciência pessoal, quando digo que o meu estilo de alimentação de sonho seria um misto de pratos vegetarianos com carne proveniente de pequenas famílias com animais, abatidos com moderação e consciência, do género de quando nos trazem um frango da aldeia. Talvez me ficasse só pelas aves, maioritariamente, porco e vaca raramente, porco já nem sequer sou apreciadora e, apesar de tudo, coelho também não - apesar de serem fofos, em termos reprodutivos são uma praga perigosa. Claro que este tipo de alimentação, para quem como eu vive numa grande cidade, não só é cara como difícil de arranjar. Se vivesse numa aldeia provavelmente comeria animais criados por vizinhos. Bem sei que matar um animal é matar um animal, mas prefiro um animal morto rapidamente, com consciência e que viveu de um modo geral em liberdade, do que um animal que passou a vida metido entre grades e morreu num matadouro entre gritos de outros animais e medo.

Não passei ainda com isto a ser vegetariana, tenho plena noção de como acontecem os abates, as regras europeias - que muitos extremistas só se baseiam na realidade de outros países com muito menos regras de abate e cuidado para vincarem o seu ponto de vista - mas claro que com tudo o que sei mudei a minha mentalidade e mudei também os meus hábitos de consumo.

Reduzi a minha ingestão de carne, especialmente de suínos e bovinos, passei a consumir ovos de galinhas criadas ao ar livre ou em caso muito esporádico de galinhas criados no solo - nada de ovos de galinhas de gaiola - e quanto ao leite e derivados, continuo com o queijo, é certo, mas o leite já o reduzi faz imenso tempo e por norma se não optar por uma bebida vegetal, 1L de leite sem lactose dura-me 1 semana, se não até mais.

Não virei extremista e detesto quem o é, especialmente quando já comeram de tudo, encontraram um novo estilo de vida e do nada são os porta-voz supremos da inteligência e da verdade de alimentação. Isto vai para os vegans malucos, vegetarianos de algibeira, omnívoros acérrimos e malta que acha que encontrou o Santo Graal num determinado alimento, dieta ou loucura, como os suminhos detox. Não tenho pachorra, não tenho paciência nem para as modas, nem para as pessoas que ficam tipo burros com palas.

Eu acredito sim numa alimentação equilibrada, com carne sim, pouca, mas que sempre fez parte da alimentação humana - mostrem-me provas irrefutáveis contra - e que vá de encontro ao que é melhor para nós, para a sustentabilidade ambiental e para o que acreditamos ser melhor para os seres vivos, animais ou humanos. Acredito que há muitos erros numa indústria que tem demasiadas bocas para alimentar neste mundo, e que mesmo assim há tantos a passar fome. Uma indústria que levou ao ponto do desperdício alimentar que agora tentamos travar, dos problemas ecológicos que enfrentamos.

O mundo é cíclico, tal como a vida e mais tarde ou mais cedo vamos entender que não podemos comer todos por igual, com a mesma dieta. O mundo não aguenta ter todos os humanos a comer carne diariamente, como não iria aguentar ter todos os humanos a virar vegetarianos ou até vegan, portanto reeducarmos hábitos e reduzirmos os consumos excessivos, tal como aprender a comprar pela necessidade e não pela quantidade e preço é, para mim, o passo mais inteligente que podemos tomar a partir daqui.

Isto é a minha verdade, para mim, sem impor isto a ninguém. Tal como disse no início desta publicação a ideia não é ofender mas sim dar um ponto de vista, o meu.






Joana, 28 anos e natural da cidade do Porto. 
Sou uma fotógrafa de profissão, louca por viagens e sempre com demasiadas opiniões para dar. 
Este é o meu blog no qual escrevo desde 2009 e ele já mudou tanto quanto eu mudei ao longo destes últimos, quase, 10 anos.

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