See you soon, angel!



Sei que este é um blog a aonde me dedico à moda,beleza mas também ao lifestyle, à minha vida e perdi uma parte muito importante dela. A razão pela qual desapareci durante quase duas semanas, e achei que sendo tanto o apoio que alguns de vocês me deram que devia vir aqui dizer um pouco mais e agradecer a quem me ajudou a manter forte.

O Sebastião ficou doente na mesma semana em que morreu, começamos a dar conta na Segunda-Feira, dia 11, a respiração ofegante, a inercia  o não querer comer como costumava (e digo-vos que ele era realmente um guloso e pedinchão), mas tudo piorou na quinta e foi no sábado, com uma ida de urgência ao veterinário depois de ele ter deixado de comer e praticamente se mover na sexta-feira que descobrimos que ele tinha um cancro (que não foi identificado) mas que estava lá pois os raios-x que lhe foram feitos apresentavam os dois pulmões já cobertos de metástases. A veterinária ainda tinha a esperança que fosse uma pneumonia, e nós rezamos para que sim, que tudo ia correr bem mas o fim-de-semana foi doloroso, para ele e para nós. Comeu ainda algumas colherada de pasta de atum (a vet disse para lhe dar o que quer que fosse desde que ele comesse) e no Domingo já foi sopa passada de seringa. Nos dois dias fez injectáveis e foi visto por veterinários, mas cada vez mais ele piorava. Chegamos a um ponto no Domingo à noite em que eu só já pedia a Deus para o levar depressa e sem dor, eu sabia que ele mal conseguia respirar, eu sei o quão horrível é e ele estava naquilo há quase uma semana. Decidimos que na segunda de manhã ia logo ao veterinário e que sem melhorias optaríamos por lhe dar a eutanásia, acabando o horrível sofrimento dele. Porém o meu bebé não resistiu, levou aquele coração de ferro até às últimas e morreu connosco, em sofrimento, mas connosco.

Estive lá o tempo todo, não quis sair do lado dele, e depois de ele morrer pouco chorei. Porquê? Porque não tinha nem tenho remorsos, porque fizemos tudo o que podíamos, porque todas as noites, mas mesmo todas eu sempre lhe dizia "amo-te muito!" e ele ouvia, nos últimos dias repeti-o vezes sem conta e sei que ele morreu a saber o quando o amava-mos, o quanto ele era de facto o quinto membro da nossa família, a saber que ele foi desde sempre um irmão para mim.

Quem tem um animal percebe, e sabe que dói. Ele esteve onze anos e meio connosco, já não sei o que é viver sem ele, mas dá-me muita paz saber que ele agora está bem, que está em paz depois de ter sofrido tanto.

A veterinária disse que dificilmente se descobriria que ele tinha cancro. Os exames de raio-x e ecografia necessários para o saber raramente são feitos e que a maioria dos cães só mostram sintomas já nas últimas consequências, tal foi o caso dele. Só tenho pena que não lhe pudesse-mos ter aliviado a dor, mas estivemos com ele até à última, somos uma família e ama-mo-nos como tal e ele partiu sabendo isso.

Obrigada a quem me deu uma palavra de apoio, quem tem animais sabe como é, perde-los custa tanto ou mais do que perder certos outros membros da nossa família, quem não tem pode apenas imaginar, mas obrigada a todos, do fundo do meu coração.






Joana, 28 anos e natural da cidade do Porto. 
Sou uma fotógrafa de profissão, louca por viagens e sempre com demasiadas opiniões para dar. 
Este é o meu blog no qual escrevo desde 2009 e ele já mudou tanto quanto eu mudei ao longo destes últimos, quase, 10 anos.

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