Sem Valentim, com Amor



Pois é, mais um ano de São Valentim, sem cara-metade...mas com amor! Verdade, verdadinha, amor não me falta e chega sempre nas mais variadas formas, quer seja num brunch com amigas, numas gargalhadas no Messenger, num dia em que recebemos pessoas que estão longe e desejamos que estivessem perto, o amor de quem nos ama desde que nascemos, dos nossos animais, de nós mesmos.


Eu sei, eu sei...o São Valentim é a celebração do amor carnal, entre duas pessoas - por norma... - e que é sobre a paixão, o lado mais físico, aquele amor assolapado. Não me interpretem mal, vocês sabem que eu adoro o amor, só não gosto do lado comercial exagerado deste dia. Eu fotografo casamentos, malta eu acredito no amor, totalmente, com imensa fé, já vi histórias de amor ao vivo que davam filmes. Não é por eu não ter uma cara metade que eu não gosto do amor, falo mal dele, desdenho o que ele representa ou me sinto menos pessoa, nada disso. Então quando chega esta data e me perguntam se me sinto sozinha a resposta é "não".


Porém vos digo, já doeu, às vezes deixa a minha cabeça a remoer. Nem todos os dias são dias sim, dias bons, de auto-estima elevada. Há dias em que dou por mim a pensar que mal tenho eu? Tenho uma borbulha gigante no lugar da cara? Sou má pessoa? Serei incapaz de ser amada? Porque é que ninguém me quer? Se calhar sou eu que sou mesmo esquisita e tenho requisitos para uma cara-metade que talvez sejam nada sensatos... Mas depois há dias em que sorrio, olho ao espelho e vejo tudo de bom que tenho, por dentro e por fora e sei que mesmo que tarde o amor irá chegar, vai valer a pena - ou não - e depois vou-me rir porque a espera valeu a pena.

O ano passado contei-vos porque é que passar o São Valentim sozinha é fantástico, falei também sobre o amor próprio e um ano depois continuo a advogar a quem me quiser ouvir sobre a grande importância de nos sentirmos bem solteiras, juntas, casadas ou o que mais seja. Sou feliz como sou, com quem tenho, não choro sobre o que não tenho e já não faço planos loucos sobre o que irá vir ou não. Agora deixo a vida correr, vir o que tenha de vir e ser feliz assim, tanto neste dia como em todos os outros.







Joana, 28 anos e natural da cidade do Porto. 
Sou uma fotógrafa de profissão, louca por viagens e sempre com demasiadas opiniões para dar. 
Este é o meu blog no qual escrevo desde 2009 e ele já mudou tanto quanto eu mudei ao longo destes últimos, quase, 10 anos.

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