Bullet Journal: o início



Sou pessoa de agendas, uso e abuso delas e não começo um novo ano sem uma nova agenda a estrear. Outro facto interessante, ou nem por isso, é que acumulo cadernos atrás de cadernos porque acho imensa piada a coisas giras, a estacionário - stationary soa muito melhor, portanto desculpem lá se usar o equivalente inglês - e tudo aquele mundo de cadernos, canetas, washi tape e tanto mais.

Acho que também o facto da minha formação ser artística e desde há muito de me ter habituado a ter diários visuais, acaba por me fazer comprar ainda mais este tipo de materiais. Isso ou é apenas uma desculpa para gastar dinheiro em coisas giras e que honestamente não trazem nenhum mal ao mundo.

Mas bem, ao que importa. Os Bullet Journal, ou BuJo - diminutivo que tanto me faz rir - não são novidade, não apareceram no ano passado e na verdade são até bastante populares para quem gosta de stationary e de ter um modo de organizar as coisas que uma agenda não consegue oferecer - afinal é algo formatado para ser prático e sempre igual, com poucas variações. 

Eu vi amigos e amigas a entrar nesta onda, eu mesma queria e tentei fazer algumas coisas mas o meu perfeccionismo torna a coisa toda em mini-ataques de ansiedade porque ou aparecia uma gralha, ou um risco fora do sítio ou qualquer coisa que fosse. Demorei, resisti mas finalmente, a pouco mais de meio do ano, decidi começar um BuJo e respirar fundo sempre que as coisas correrem menos bem, afinal as imperfeições fazem parte da vida e essa é a beleza do sistema do Bullet Journal.

Li imenso antes de começar sequer, optei por comprar um caderno a menos de 10€ para esta primeira tentativa mas sabendo porém logo à partida que queria o sistema de pontilhado, já que o quadriculado comigo nunca tinha resultado - e o pautado e liso não são os melhores esquemas para BuJo - e lá encontrei um caderno da Mr.Wonderful a FNAC a cerca de 8€ e trouxe-o comigo para me aventurar.


Decidi logo à partida que o meu Bullet Journal ia ser uma coisa levada com calma, por enquanto a par com a minha agenda que dura até ao final deste ano e depois aí sim levar o BuJo como uma agenda diária, algo com o qual já não sei viver decentemente.

A beleza do BuJo é que não há uma medida one-size-fits-all, nada disso, o BuJo é construído como queremos, à medida das necessidades e sem haver imposições parvas. Pode ser incrivelmente simples e minimalista ou pode ser extremamente elaborado, criativo, colorido e cheio de coisas.

A verdade é que para começar tudo o que precisam é de um caderno e uma caneta, ou qualquer outro material de eleição. Inspirem-se no que vêem no Pinterest ou no Instagram mas não pensem automaticamente que vão precisar de comprar canetas coloridas, rolos de washi tape sem fim, aprender caligrafia bonita. O vosso BuJo é algo vosso que deve servir as vossas necessidades, quer elas sejam ao estilo agenda diária, quer seja uma maneira de traçarem a progressão de qualquer coisa - livros, séries, exercício físico, hábitos diários, finanças - ou quer seja tudo num só caderno, que vai sendo construído à medida da vossa necessidade naquele momento e sabendo que podem avançar e regredir no mesmo caderno sem qualquer tipo de vinculação estipulada.

Estou realmente excitada e contente com esta decisão, ainda para mais quando me começo a envolver na criação do meu Bullet Journal e ainda a procurar pessoas e comunidades inspiradoras. Gostavam de saber mais sobre o assunto ou já são adeptos da modalidade?






Joana, 28 anos e natural da cidade do Porto. 
Sou uma fotógrafa de profissão, louca por viagens e sempre com demasiadas opiniões para dar. 
Este é o meu blog no qual escrevo desde 2009 e ele já mudou tanto quanto eu mudei ao longo destes últimos, quase, 10 anos.

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