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Olá, eu sou a Joana - a cara por detrás do The Paper and Ink. Vinte e muitos anos, natural e residente da belíssima cidade do Porto, sou uma fotógrafa e blogger que em 2009 criou este espaço em busca de uma maneira de dar a conhecer ao mundo a minha voz, as minhas ideias e paixões. O TPI é um lifestyle blog, ou seja, é um pouco de tudo o que marca a minha vida, me apaixona e que acredito ser importante partilhar.


Semea by Euskalduna

Semea by Euskalduna Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Começo este post a dizer-vos que este foi dos eventos, ou foodie meet-ups, mais intimistas e fantásticos a que já fui. O Semea by Euskalduna é a segunda casa do chef Vasco Coelho Santos que é também o criador do Euskalduna, um local super pequeno, com uma fama enorme e que continua na minha lista de lugares a visitar.
Quando falamos num restaurante de cozinha de autor, com lugares ligeiramente limitados, acho que temos tendência a imaginar um lugar muito reservado, mais formal e complexo, mas o Semea e este evento foram totalmente o contrário. A complexidade está lá, nos pratos, mas o ambiente é descontraído, o almoço foi todo acompanhado pelo próprio chef que é uma pessoa fantástica e ouviu as nossas sugestões, esclareceu dúvidas e ainda conversou connosco sobre temáticas diversas como se fossemos todos velhos amigos.

Acho que todo o ambiente em si só me conquistou, mas a verdade é que até a comida é fantástica. O chef Vasco tem experiência em cozinhas de topo, com estrelas Michelin - com o extinto restaurante El Bulli - e que mesmo assim é um tipo simples que fala de outros restaurante como se fosse um foodie normal e que mostra realmente a paixão pelo que faz. O próprio nome Euskalduna é a palavra Basca para "Basco" e reflecte a viagem enquanto chefe que o levou até lá e onde deu os primeiros grandes passos.

Até parece que estou aqui a idolatrar a pessoa mas não, foi mesmo a simpatia notória e real, nada complicada nem "feita para agradar" que me conquistou a mim e ao resto das pessoas presentes.


Ao contrário o Euskalduna - original - o Semea tem um menu fixo mas mesmo assim provamos ali umas coisas que poderão vir a fazer parte do menu, mas cada coisa a seu tempo.

Começamos com o belo do pão, neste caso um pão de massa azeda - sour dough - e que é feito por eles mesmos, utilizando uma parceria com uma padaria vizinha apenas para poderem confeccionar e cozer o pão. Posso dizer que é delicioso, com aquele toque mais azedo, um crosta crocante e um interior macio. Tão bom, especialmente quando lhe juntamos um bocadinho de de pasta fumada de tomate, com tomate seco, tomate fresco e tomate assado, tudo triturado com algumas ervas. Assim de uma simplicidade maravilhosa mas cheio de sabor.

O primeiro prato foi o carapau alimado, ali um misto de ceviche pelo travo do sumo de limão, mas com um peixe que se desfaz na boca. Bem acompanhado com baldroegas e uns pickles cortados bem pequenos e é um prato que para mim é perfeito para um dia de Verão e que começa muito bem uma refeição.

Seguiu-se mais um prato de peixe com sardinha, neste caso uma sardinha curada e braseada servida com pimento assado, rodelas finas de rabanete e e azedas. Lembrou-me o Porto em si, talvez pela fama da sardinha do São João, é um prato leve mas bem composto.

De seguida o prato mais intrigante, aquele que não faz parte da carta...uma viagem sensorial que o chef Vasco deve ter adorado ao andarmos a tentar adivinhar o que estávamos a comer.


Não é frango panado, apesar de alguns terem tentado essa resposta. Neste caso é moleja de vaca. A moleja é um orgão do sistema linfático, tem um sabor peculiar mas nada mau, apesar da sua consistência ser mais estranha e mais a lembrar algo mole com demora algum tempo a mastigar. A moleja é panada e frita para lhe dar um exterior crocante que contrapõe o interior mais mole e acompanhada com molho de anchovas, funcho e rabano picante que ajuda a cortar o sabor da moleja em si.

Estranhamente bom mas um bocadinho pesado, portanto 1 a 2 pedaços por pessoa foram mesmo mais que suficientes. O chef apenas nos disse no final o que estávamos a comer e não houve nem uma cara de nojo na mesa.

A seguir algo mais português, mais tradicional, com uma açorda de tomate assado e ovo frito. Pesadinho mas bom, talvez mais pensado para dias frios, já que a açorda costuma ser um prato mais quente e reconfortante.

Ainda outro sabor bem nosso, bem nacional, foi o pica-pau, neste versão com carne de alcatra com pickles. Ali com um molhinho maravilha para molhar os últimos pedaços de pão que sobraram na mesa. O pica-pau veio acompanhado com uma tacinha de kimchi caseiro, bem puxado em termos de sabor mas que acompanhava muito bem com a carne.


Voltamos de seguida a um prato de peixe, neste caso ao tamboril de carne branca, grelhado em carvão. Simples mas delicioso. Não tenho a certeza se este prato costuma fazer parte do menu mas podem sempre perguntar.

Para acabar a refeição principal costelinha assada com puré de aipo e acompanhada com uma couve assada, pão frito e vinagrete. Não sou muito fã de porco, como costumo dizer, mas as costelinhas de comer à mão - ou quase - eram boas, quase tão boas como a couve assada da qual fiquei fã. O puré de aipo, por ser algo que não gosto, ficou de parte.


Para terminar mesmo bem veio uma das melhores sobremesas que já comi na vida. Na verdade vieram duas mas há uma que tem de ser destacada.

A rabanada! Senhores e senhoras, atenção....esta rabanada! Eu só como rabanadas em casa, feitas por mim ou pela minha mãe. Sou uma esquisita de primeira ordem no que toca a esta sobremesa mas fiquei a babar, queria mais, queria uma travessa inteira! Ela é suave por dentro e quase crocante por fora, é assim gratinada nos açúcares exteriores, criando ali um híbrido entre a rabanada tradicional e a crosta do leite creme queimado. O gelado de laranja a acompanhar, que cria ali um contraponto com o quente fica maravilhoso, mas eu comia a rabanada sozinha e ainda chorava por mais. IT'S THAT GOOD!

A outra sobremesa é boa também mas a rabanada ganhou o meu coração. Falo-vos do gelado de caramelo salgado servido com pêssego e crumble de amendoim. Uma opção mais leve, doce q.b. e que fecha super bem uma refeição. Mas a rabanada, ai minha gente!

Vale a pena? Sim, claro que sim! Ainda para mais se tiverem Zomato Gold - no qual têm 25% com o código JOANAC - no qual têm 1 prato de oferta.

Semea by Euskalduna 
Rua das Flores 179
Porto

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