Fotografia de férias


Com as minhas férias a aproximarem-se achei que falar sobre o que levo de viagem, em termos de material fotográfico, seria um assunto interessante e que eventualmente poderia dar jeito a alguém desse lado. Portanto aqui estamos nós e apenas vos posso dizer que sou extremamente prática naquilo que escolho e levo comigo de férias.

Apesar de ser fotógrafa e ter uma boa colecção de material ao meu dispor, quando viajo tento sempre levar não só o mínimo possível como ainda optar por material leve e que não tenha medo de estragar, logo a partir daí as minhas máquina de trabalho - a Canon 6D e a 5D Mark IV - ficam em casa porque não só pesam bastante, mesmo sem lentes, como não as quero sujeitar a estragos desnecessários. É aqui que entra a minha antiga e ainda muito fiel Canon EOS 550D. A câmara em si tem perto de 9 anos e comprei-a ainda nos inícios do blog, quando entrei na faculdade e senti que queria mesmo uma aventura no mundo das DSLR. Trabalhei imenso com ela e em 9 anos nunca me falhou a apesar de não ser uma máquina recente continua a ser uma máquina bem estimada e que ainda vai comigo para muitos locais, especialmente de férias.

Tenho ainda uma Canon EOS M100, bem mais leve e compacta, também com lentes intermutáveis e já dentro da linha mirrorless da Canon. Porém, tendo apenas uma lente de kit que veio com a máquina, é o tipo de câmara que utilizo para umas fotos rápidas de dia-a-dia ou para andar na carteira. É uma máquina jeitosa mas gosto de algo mais que sinto que consigo com a 550D apesar de ser bem mais antiga.

Já em termos de lentes gosto de uma lente versátil mas leve. Se já levei a EF 24-70 f2.8 L II de férias, a verdade é que não só é uma lente extremamente cara e de trabalho, como é uma lente muito pesada que ronda os 900gr. Já uma lente 50mm é bastante limitativa, especialmente numa máquina como a 550D que tem um sensor crop (APS-C) - o que quer dizer que o uso real da objectiva é multiplicado por cerca 1.6 ou seja 50mm x 1.6 = 80mm - portanto uma EF-S 24mm f2.8 (com a conversão x1.6 temos algo como 38mm) não só é, para mim, uma escolha bem melhor por ser mais versátil, como ainda por cima ao ser uma lente pancake - fina e pequena - a torna numa aposta ainda melhor para viagens. 

Assim sendo, resumidamente as minhas fotografias de viagem são feitas com a combinação de uma EOS 550D +  lente EF-S 24mm, algo que no total me pesa cerca de 655gr,  o peso ideal para andar durante as férias sem pesos excessivos e sem comprometer a qualidade das imagens.

Com esta combinação temos a possibilidade de fotografar não apenas boas fotos de paisagens como ainda situações mais particulares como pessoas, objectos, refeições e tantos outros, especialmente sabendo que esta lente 24mm consegue focar a 16cm de distância de um objecto, o que não a torna uma lente macro mas está bem próxima dessa categoria.

Claro que a qualidade depende sempre de como fotografamos e este seria um óptimo tópico para outra publicação, apesar de tudo devemos sempre ter em consideração que não é o material que faz a imagem final, apesar de ajudar, e a prova disso é que já andei por Madrid apenas com um iPhone 6S e as fotos finais em nada ficaram piores do que se tivessem sido feitas com uma máquina, apenas tive de ter mais cuidado em termos de captar e procurar sempre a melhor luz possível.

Para além disso outra coisa que vai sempre comigo em viagem, para além de bateria extra e vários cartões de memória, é o dispositivo de leitor de cartões SD para iPhone. Como a 550D é uma máquina antiga não tem opção de wi-fi integrado na máquina consigo com este leitor, pequenino e super prático, passar rapidamente fotos para o telemóvel - mesmo ficheiros RAW, que é o único modo em que fotografo - com rapidez e na própria altura. Penso que também haverá este tipo de leitores para telemóveis com entrada micro USB, bastará uma pesquisa rápida para os encontrarem.






Joana, 28 anos e natural da cidade do Porto. 
Sou uma fotógrafa de profissão, louca por viagens e sempre com demasiadas opiniões para dar. 
Este é o meu blog no qual escrevo desde 2009 e ele já mudou tanto quanto eu mudei ao longo destes últimos, quase, 10 anos.

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